AJULE apresenta mulheres que se destacaram na literatura
Autor/Fonte: Thiago Moraes
 
 

Os membros da Academia Juvenil de Letras do Pro Campus (AJULE), em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, montaram painéis sobre as Mulheres que se destacam na literatura.

Cora Coralina (20/08/1890 - 10/04/1985)

Cora Coralina é o nome literário de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas. Nascida em Goiás Velho (GO), a escritora publicou ao todo seis livros, entre crônicas e poemas. Falando essencialmente da sua região, tornou-se um símbolo feminino da história do Estado de Goiás.

Aos 14 anos, Cora Coralina escreveu seus primeiros contos e poemas. O primeiro conto publicado foi Tragédia na Roça. O primeiro livro, Poemas dos Becos de Goiás e outras histórias mais, foi publicado em 1965. Aos 75 anos, Cora alcançou o reconhecimento. Quatro anos depois, ela chegou a receber uma carta de Carlos Drummond de Andrade, que declarava-se seu admirador. "Seu livro é um encanto, seu lirismo tem a força e a delicadeza das coisas naturais", dizia trecho da carta.

Entre as glórias conquistadas em vida, Cora Coralina chegou a receber 6 prêmios de poesia no I Encontro das Mulheres na Arte. Ela recebeu também o troféu Juca Pato e o título de Doutora Honoris Causa da Universidade Federal de Goiás.

Rachel de Queiroz (17/11/1910 - 04/11/2003)

A primeira mulher a entrar para a Academia Brasileira de Letras, Rachel de Queiroz nasceu em Fortaleza (CE). Foi professora, jornalista, romancista, cronista e teatróloga. Em 1917, com apenas 7 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro com os pais, fugindo da seca de 1915. O tema foi futuramente abordado pela escritora no romance O Quinze, seu primeiro livro, lançado em 1930.

Com o pseudônimo de Rita de Queluz, ela estreou no jornalismo, em 1927. Seu primeiro texto foi publicado no jornal O Ceará, de onde se tornou redatora. Aos 20 anos, com a publicação de O Quinze, Rachel passou a ser um nome conhecido no meio literário. O primeiro reconhecimento do seu talento veio com o Prêmio da Fundação Graça Aranha, dado a ela em 1931.

Rachel de Queiroz morreu no dia 4 de novembro de 2003, de falência múltipla dos órgãos, 26 anos depois da sua posse na ABL.

Nélida Piñon (03/05/1937)

Além da carreira de escritora, Nélida Pinõn tem mais um motivo para se orgulhar: ela foi a primeira mulher, em 100 anos, a integrar a Diretoria da Academia Brasileira de Letras e a ocupar a Presidência da Casa de Machado de Assis. Jornalista, romancista, contista e professora, Nélida nasceu no bairro de Vila Isabel, Rio de Janeiro. Sua família veio da Galiza e está no Brasil desde os anos 20.

A estreia na literatura se deu em 1961, com a publicação do romance Guia-mapa de Gabriel Arcanjo. O livro e toda a carreira da escritora são marcados pelo engajamento no movimento pós-Guimarães Rosa, que se orienta pela renovação formal da linguagem.

Atualmente, a obra de Nélida Piñon está traduzida em vários países, como Alemanha, Itália, Espanha, União Soviética, Estados Unidos, Cuba e Nicarágua. Em 1995, ela conquistou o Prêmio Internacional de Literatura Juan Rulfo, o mais importante da América Latina e do Caribe, tornando-se a primeira mulher e o primeiro autor de língua portuguesa a receber o mérito.

Clarice Lispector (10/12/1920 - 09/12/1977)

Nascida na Ucrânia, numa aldeia chamada Tchetchenillk, Clarice Lispector foi criada em Recife, Pernambuco, para onde seus pais se mudaram nos seus primeiros anos de vida. Aos 12 anos, já órfã de mãe, sua família se mudou para o Rio de Janeiro.

A primeira obra publicada foi Perto do Coração Selvagem, lançado quando ela tinha 19 anos. A crítica ficou extasiada e quis, de imediato, saber quem era a moça que "escrevia diferente".

Depois de uma temporada de 15 anos fora do Brasil, para onde foi na companhia do marido diplomata, Clarice voltou ao Rio de Janeiro. Um dos livros mais importantes da obra da autora é A hora da estrela, de 1977, que conta a trajetória de Macabéa, moça do interior lutando para viver na cidade grande.

Em novembro de 77, Clarice Lispector descobriu que sofria de câncer generalizado. A escritora morreu no mês seguinte, considerada uma das mais importantes representantes da literatura brasileira contemporânea.

Cecília Meireles (07/11/1901 - 09/11/1964)

Reconhecida como uma das mais importantes autoras brasileiras, Cecília Meireles foi também a organizadora da primeira biblioteca infantil do país. Assim como outras escritoras, a carreira de Cecília começou cedo: aos 18 anos, ela publicou Espectros, seu primeiro livro. Em 1922, ela integrava a ala católica do movimento modernista, que teve a revista Festa, lançada em 1927, como maior meio de expressão.

A maturidade de Cecília Meireles como poeta veio em 1938, quando Viagem foi premiado pela Academia Brasileira de Letras. Viagens ao exterior, durante o seu segundo casamento, originaram os livros Doze Noturnos de Holanda e Poemas Escritos na Índia.

Um ano depois da sua morte, a ABL concedeu a Cecília Meireles o prêmio Machado de Assis, pelo conjunto de sua obra.

Adélia Prado (13/12/1936)

Escritora e poeta mineira, Adélia Prado tem como inspiração o seu Estado natal. Seus primeiros versos foram escritos aos 14 anos. Os primeiros poemas publicados datam do início dos anos 70, em jornais de Divinópolis (cidade onde nasceu) e de Belo Horizonte.

O primeiro livro ¿solo¿ foi Bagagem, de 1976, recebido com elogios pela crítica. Cinco anos antes, havia publicado, juntamente com Lázaro Barreto, a obra A Lapinha de Jesus. Em 1978, Adélia Prado conquistou o Prêmio Jabuti, em São Paulo, com o livro O Coração Disparado.

Ana Cristina César (02/06/1952 - 29/10/1983)

A maioria dos críticos concorda: não dá para falar da literatura brasileira dos anos 70 sem falar de Ana Cristina César. Nascida no Rio de Janeiro, em 1952, ela estreou como poeta aos 7 anos, quando suas primeiras poesias foram publicadas no Suplemento Literário do jornal carioca Tribuna da Imprensa.

Formada em Letras pela PUC do Rio de Janeiro, Ana Cristina César estudou também na Inglaterra e exerceu intensa atividade jornalística e foi também tradutora de autores estrangeiros.

Entre os livros lançados estão Luvas de Pelica, Cenas de Abril e Correspondência Completa.

Depois que se suicidou, em 1983, foram lançados três livros com seus textos inéditos, organizados por Armando Freitas Filho: Inéditos e dispersos (prosa e poesia), lançado em 1985, Escritos da Inglaterra (ensaios e textos sobre a tradução e literatura), 1988, e Escritos no Rio (artigos, textos acadêmicos e depoimentos), 1993.







 

 

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